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Grande balaio

Resolvi colocar nesse post uma séria de pequenas coisas que atravessaram meus últimos dias

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O que siginifica sonhar na mesma noite com Leonardo Da Vinci e com a ministra Dila Rousseff?

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Ontem consegui ingresso de última hora para ver as Tias do Samba no Santander Cultural. Samba de primeira qualidade. Pena que Tia Doca não resistiu e faleceu no domingo. Ela era presença confirmada no show. A pergunta que ficou: será que o Rio Grande do Sul é o único estado onde se assiste show de samba sentado?

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Segunda-feira vi o tão aguardado Mutum. Comentários quando terminar de ler o livro.

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Sexta e sábado passei o dia na companhia de amigos de longa data. Como é bom compartilhar esses momentos. Pizza, cerveja e risadas. Saudades das gurias. E parabéns para a nova psicologa e nova advogada. Orgulho de vocês.

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Não acreditei quando li a notícia no novo aumento das passagens. Protesto já!!

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Não que ande em crise com o jornalismo, com o estágio ou com a cidade. Mas nesses últimos tempos ando com uma baita vontade de mudar de ares. Vontade maluca de ir morar em Paraty ou qualquer praia assim meio deserta, perto da civilização. Vontade de colocar uma mochila nas costas e viajar. Não só pela Europa, mas por aqui também. Vontade de quem sabe unir o desejo com o trabalho. De quem sabe fazer letras, geografia ou biologia. De aprender a dançar e fazer teatro. De ter uma vida mais lenta, olhar mais para os lados e praticar mais o não fazer nada.

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Lendo o blogue do jornalista Fábio Zanini voltou toda aquela vontade antiga de visitar a África. Desbravar o continente. Conhecer de perto dos Babuínos e gorilas. Isso tudo surgiu com o livro Memórias de um Primata, de Robert Sapolsky.

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Outro blogue que tenho acompanhado.

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Recomendo também a exposição Sagrado Coração - Missão de São Miguel. No MARGS, até 01/03.

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Ando em lua-de-mel com a cidade e tudo o mais que me rodeia. Isso ajuda esquecer a partida da vó. Esses tempos sonhei que a abraçava. Foi tão bom.

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Semana que vem chego aos 23.

Capacidade

Queria muito saber quem é a pessoa que roubou essas orquídeas  e qual com qual objetivo fez isso…

O telefonema já era esperado, mas como queria que ele tivesse sido adiado por meses, quiça anos. Tinha esperanças de que fosse encontrar ela em casa, sentada na cadeira de balanço, daria um beijo e diria: “Oi Princesinha, como tu tá?” Provavelmente ela reclamaria da tontura ou de alguma dor. Era assim nos últimos anos.

O corpo precisava descansar. Como o médico mesmo disse era muita doença para um corpo só. Pior ainda para um corpo tão pequenininho como o dela. O início foi o blefaro espasmo, depois o coração, labirinto, câncer, rins, entre outras coisas. O apetite foi diminuindo e no fim comia feito um passarinho. Um lindo passarinho.

Ela foi a vó mais presente na minha vida. Cuidou de mim quando a mãe foi pro hospital.  E até meus 12 anos, sempre passava as tardes na casa dela. Ela, a mãe e eu. Íamos ao mercado, lojas, médico sempre as três juntas. Depois do almoço sempre se tomava coca-cola ou café. Aprendi com ela a gostar de sopa, não importando a estação do ano.  Sempre me mimou. Não deixava a mãe brigar comigo e por ser a única neta, ganhei muitos presentes.

Sei que foi uma mulher avançada pro seu tempo. Teve dois casamentos. Tenho a impressão que nunca se censurou na questão amorosa. Dessa época, nunca comentou nada comigo. Soube pelos outros de suas aventuras. Tenho muita curiosidade de saber realmente quem ela foi. Escutar de seua boca como ela cresceu, se apaixonou e sofreu.

Passou por poucas e boas. Teve épocas bem difíceis. Do passado, guardava um rancor forte, que parecia piorar nos últimos tempos.

Sentia que ela me respeitava. Não gostava de se meter na minha vida como fez com os filhos. Mas como queria me ver formada. E isso não consegui fazer em tempo. Ela merecia, afinal se não fosse pelo seu apoio não teria chegado onde cheguei. Não era uma mulher estudada. Gostava de ouvir sertanejo, mas para mim ela representa o bolero. Músicas lindas das quais aprendi a gostar.

Agora, sem ela aqui. Vejo quantas oportunidades perdi. Nunca disse que sentia orgulho de ser neta dela. Nunca disse que me sentia honrada em ter o mesmo nome dela. Ficou a vontade de perguntar o que ela achava disso. Como era ter uma neta Suzana em homenagem a ela. Tantas palavras não ditas. Já os gestos não lamento. Por último, abraçava e beijava ela sempre quando tinha vontade e estava por perto. Admirava a dedicação da mãe, as vezes cheguei a pensar que estava em demasia. Mas agora vejo que tudo valeu a pena.

Tudo indica que não tenha sentido dor. Mas os 20 dias na UTI foram complicados. Sedada, com respirador. Foi assim que me despedi dela no dia 1 de janeiro. Aproveitei para falar essas coisas que escrevi em cima. Mas não obtive reação dela. E nem teria como.

Agora, resta seguir a vida. Difícil mesmo é para a mãe. Na hora do enterro, ela se exclamava com que pernas ia seguir sem sua companheira, sem sua mãe. Acredito que a mãe seja forte o bastante para superar isso. Mas é impossível não sentir a dor da perda e da falta.

Sei que foi o melhor para ela. Logo começaria a fase do sofrimento. Prefiro não tê-la do que ver ela numa cama, impotente. Mas nesse dia chuvoso, precisava desabafar. Não tenho mais minha princesinha para abraçar. E isso bate fundo no peito.

Pequenas felicidades

Mutum é um filme brasileiro que foi lançado em 2007. Desde então sempre quis assisti-lo, principalmente depois de ler o blog do torero. Mas com todo esse tempo já havia desistido e até esquecido do filme.

Tive a grata surpresa de abrir a programação de verão do Santander Cultural e ver que o filme será exibido de 25 a 28 de janeiro às 19h e de 29 a 31 de janeiro às 15h. O preço dos ingressos é R$2.

Empolgada com a oportunidade, fui atrás do livro que deu origem a adaptação. Encontrei a obra de João Guimarães Rosa em um biblioteca bem perto de casa. Ontem mesmo já comecei a ler e estou adorando.

Sei lá. Mas fiquei realmente feliz com a perspectiva de ver o filme e ler o livro. E queria compartilhar esse pequeno momento em que fiquei realmente feliz.

2009

Passei um tempo sem aparecer por aqui. O ano foi trocado e dessa vez não fiz em nenhum dos ultima pohia o balanço do que aconteceu e do que eu desejo para esse ano que iniciou. A virada foi um misto de emoções, assim como esses primeiros dias. Não quero grandes promessas, quero apenas respeitar minhas vontades e seguir nessa caminhada que comecei ano passado. Há momentos que o receio é bem forte, mas tenho que ir adiante. Não posso fingir que nada aconteceu. Claro, tenho outras metas, outros sonhos. Mas o principal é não violar essa Suzana que tá aqui.

Eu juro

que depois desse final de semana irei valorizar cada pingo de água que sai pelo meu chuveiro.

Mafalda 3

Dia 2 é dia de aniversário da Mafalda. O legal que ela não se importa caso eu esqueça.

Amanhã ela faz 3 meses. e como sou uma mãe mto cuidadosa já registro hoje para não ter perigo de errar. Ela segue com bastante flores e suas companheiras de moradias floreceram também. Nem tanto como ela, nem tão lindas.

Mãe coruja assumida.

Concerto CEEE 2

Outra manhã de domingo que valeu a pena levantar cedo. Ontem, aproveitei e fui a pé até o teatro. Uma caminhada matinal que há muito não fazia. O bom que cheguei cedo e consegui lugar na platéia. O show foi rápido, 70 minutos. No palco, Nei Lisboa e Orquestra do Teatro São Pedro. Lindo espetáculo.

Lembrei que a primeira vez que fui ao São Pedro foi em 2002, para ver Nei Lisboa e Orquestra da Ulbra. Desde lá, já inúmeros shows do baixinho. Dia 14 tem mais, dessa vez com Bebeto Alves. O último concerto da temporada. Dia 14 também é dia de Vitor Ramil por R$10,00 no Santander. Quero ver se vou nos dois.

Eu sou feliz?

Fiz essa pergunta lendo essa notícia da BBC. No texto, é relatado o resultado de uma pesquisa feita pelo BID. O Brasil aparece na 7ª posição no quesito pessoas felizes. O país mais feliz da América Latina é a Costa Rica, em último está o Haiti. Empatados com o Brasil estão Colômbia e Jamaica. Na notícia há a possibilidade do resultado estar interligado com o desenvolvimento econômico.

Isso me fez pensar no porquê que fico triste muitas vezes no Brasil.

Não gosto do disparate financeiro que separa miseráveis e milionários. Não gosto de atravessar a rua quando vejo alguém mal-encarado. Não gosto do medo que sinto ao sair de casa com um objeto de valor. Não gosto de não poder andar livremente de noite. Não gosto da cerca elétrica que colocaram no meu prédio. Há outras variadas questões. Mas sei lá. A pesquisa me deixou com vontade de colocar pra fora o que sinto. Claro, adoro o Brasil por mtas outras coisas. No entanto, é triste não ter o direito de ir e vir.

E a resposta pra pergunta ali em cima é um simples não sei. tô tentando descobrir.

Ressaca

Depois de duas semanas de praça cheia, é com sensação de ressaca que circulo entre as barracas desmontadas. A Feira do Livro encanta o espaço, junto traz agitação, novidades e pessoas. Mas depois do corre-corre fica a sensação de casa vazia.

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