Nesses últimos meses, me afastei mesmo do ultima pohia. Havia até decidido não mais atualizar. Mas hoje deu uma vontade de voltar aqui…
No próximo domingo completa 4 meses da morte da vó. E no dia 9, fez 3 da do vô. Segue – e acho que por muito tempo vai ser – estranho estar em São Gabriel sem eles. Lá é que a saudade aperta. Sonhei muito com eles. A maioria coisa boa. Muitas despedidas. É minha maior lamentação não ter dado o tchau derradeiro.
Um dos pontos positivos disso tudo foi a aproximação de alguns familiares. A dor faz crescer e acaba por unir. No entanto, nem tudo são flores. Sempre há aquelas pessoas que não respeitam a dor e complicam tudo. Infelizmente, quem enfrenta isso é a mãe.
Gosto de lembrar deles. Da vida que levaram e do amor que compartilharam. Penso em tudo isso como parte de mim, da família e de quem eu sou. Posso ter memórias falhas, preenchidas pela imaginação, mas no fim os nós são tão perfeitos que tudo se confunde com a realidade.
As vezes paro para pensar na vida, pesar o meu caminho e escolhas. Se isso mesmo é o que me faz feliz. Não tenho respostas. Nem sei se há uma forma de tê-las. No entanto, quando dou esse tempo me esforço ao máximo para tentar, ao menos, seguir o rumo deles. Não as práticas da vida, mas a vontade de viver e se entregar.
A única coisa que não quero ser igual é nas mágoas. Se chegar aos 70, quero estar vivendo o presente ainda. Com planos e esperança, não quero dividir a casa somente com fantasmas do passado. Respeito a existência deles, mas não será todo o dia que estarão circulando livremente. Resta o armário. Ou mlehor um baú. Lá já estão as melhores lembranças da minha infãncia e antigos sonhos para o futuro.