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Dia dos Namorados

Lembro até hoje o primeiro presente que ganhei nos dia dos namorados. Um lindo ramalhete de rosas vermelhas. mas o melhor foi o cartão: “Feliz dia dos Namorados! Da tua eterna enamorada, vovó”.

Esse é o primeiro ano que passo sem ela. Sorte que estarei viajando. Mas a saudade aperta quando lembro disso. O cartão está bem guardado junto a outras cartas e bilhetes de amigos queridos. É difícil perceber/aceitar que as pessoas a quem amamos também envelhecem. Principalmente, aquelas que tu sabe que possuem um amor incondicional por ti.

Nessa semana que se aproxima, escutarei um belo bolero em tua homenagem vó.

Volta temporária

Nesses últimos meses, me afastei mesmo do ultima pohia. Havia até decidido não mais atualizar. Mas hoje deu uma vontade de voltar aqui…

No próximo domingo completa 4 meses da morte da vó. E no dia 9, fez 3 da do vô. Segue – e acho que por muito tempo vai ser – estranho estar em São Gabriel sem eles. Lá é que a saudade aperta. Sonhei muito com eles. A maioria coisa boa. Muitas despedidas. É minha maior lamentação não ter dado o tchau derradeiro.

Um dos pontos positivos disso tudo foi a aproximação de alguns familiares. A dor faz crescer e acaba por unir. No entanto, nem tudo são flores. Sempre há aquelas pessoas que não respeitam a dor e complicam tudo. Infelizmente, quem enfrenta isso é a mãe.

Gosto de lembrar deles. Da vida que levaram e do amor que compartilharam. Penso em tudo isso como parte de mim, da família e de quem eu sou. Posso ter memórias falhas, preenchidas pela imaginação, mas no fim os nós são tão perfeitos que tudo se confunde com a realidade.

As vezes paro para pensar na vida, pesar o meu caminho e escolhas. Se isso mesmo é o que me faz feliz. Não tenho respostas. Nem sei se há uma forma de tê-las. No entanto, quando dou esse tempo me esforço ao máximo para tentar, ao menos, seguir o rumo deles. Não as práticas da vida, mas a vontade de viver e se entregar.

A única coisa que não quero ser igual é nas mágoas. Se chegar aos 70, quero estar vivendo o presente ainda. Com planos e esperança, não quero dividir a casa somente com fantasmas do passado. Respeito a existência deles, mas não será todo o dia que estarão circulando livremente. Resta o armário. Ou mlehor um baú. Lá já estão as melhores lembranças da minha infãncia e antigos sonhos para o futuro.

Era uma vez…

em que eu não era sedentária.

E hoje, lembrei de um jogo que acho que não não é muito divulgado. pelo menos na pesquisa google apareceu muita venda de produto e pouca explicação.

quando tinha meus 5, quiça 6 anos, havia no colégio no areião um poste com uma corda e uma base de cimento. Pra nós, do turno da tarde, aquilo só servia como ponto estratégico no pega-pega. Era a nossa salvação. Lembro também de brincar com montes de terra naquela ilha no meio da areia.

Depois de um tempo, construiram um ginásio e o areião acabou. Junto com ele se foi aquele poste. Mas eis que em 1999, ressurge o mastro quase em frente a minha sala. Naquela época, estava na oitava série, último ano no colégio em que estudei desde os 4 anos. Pertencia a maior turma da escola. Foi aí que descobri esse esporte: o espiribol. na explicação tosca de uma criança.

Cada dia da semana o recreio no espiribol era destinado para uma turma diferente. Como a nossa era maior, tinhamos dois dias. Um para meninas e outro para meninos. Se não me engano, terças e quintas eram nossos dias. Apesar de não ser muito alta, até que me dava bem naquele negócio. E muitas vezes pós-treinos de handebol, volei ou basquete de tarde, as meninas conseguiam a bola para jogar o espiribol. tempos felizes aqueles. literalmente, passava o dia no colégio. Aula de manhã, e de tarde diversos compromissos: grupo de jovens, coral, grêmio estudantil e muitos treinos. O mais engraçado é saber os bastidores. Treinava por bondade do técnico, pois sempre fui muito ruim, mas todas minhas amigas estavam lá e tal… entrei no coral por bondade, sempre fui fora de ritmo. participava de tudo que acontecia lá. E me divertia muito. Com 13 anos, me sentia, as vezes, dona do mundo. Se não dona, pelo menos alguém muito importante.

Outra coisa.

na terceira série, a quadra também era divida pelas turmas. só os meninos. mas durante um tempo, nossos colegas deixavam as gurias jogarem. Era bem divertido. Até que um belo dia, um colega que jogava muito mal e ficava no banco, reclamou pro irmão. E sei lá, sendo um irmão com votos e tal, machista, que proibiu as gurias de jogarem futebol com os guris. Isso que teve reclamação nossa e deles. sei, que as meninas, ficaram sem o futebol.

e no fim, misturei de tudo um pouco. e tudo o mais. são recordações, apenas isso.

Noite feliz

futebol e cerveja, a de hoje.

mas também poderia ser filmes toscos e café\chá.

vinho e amigos.

música e dança.

há outras.

mas hoje não trocaria meu radinho, tv e cerveja.  ok,  e internet também.

Noite de terça-feira

E a lua brilha na minha janela. O rádio toca uma bela canção.

Indo, vindo, surpreendendo.

E a vida pulsa dentro de mim.

A volta

Retorno das férias com dia chuvoso. A volta da fila no RU. A volta de ônibus lotados. Pessoas felizes com o primeiro dia de aula. Sendo meu décimo semestre, não vejo a hora de sair logo da faculdade. Lógico, sentirei saudades da biblioteca e do ru, algumas aulas. Mas o encantamento já terminou.

E hoje, levei um susto ao ver uma loja já preparando a decoração da páscoa. sei lá, as vezes não acompanho o tempo capitalista.

Adeus velho barreiro

depois de uma semana e alguns dias venho aqui escrever que perdi meu avô também nesse ano. na verdade, ele era meu vôdrasto, segundo marido da minha vó. Ele nunca foi muito carinhoso, quando pequena queria que eu o chamasse de tio. Mas sempre insisti no vô. E para ver o tão complexa é minha família, meu vô verdadeiro tinha ciumes dele. Nunca falou nada para mim, soube disso depois de sua morte, quando tinha nove anos.

A mãe acreditava que logo seu padrasto iria arrumar outra. Achava isso meio descabido para um homem de 88 anos, viuvo há 20 dias. No domingo, um dia depois do meu aniversário, fomos lá. A mãe seguia indo quase todo dia, arrumando remédios e coisa e tal. Nessa tarde, discutimos a medicina. Ele não acreditava nela, apesar de estar em seu segundo marcapasso. Na saída, ouvimos a frase derradeira: eu vou morrer é de bala. Nas duas quadras na volta para casa, discutimos operigo dele cometer suicídio. Pensaríamos nisso nos próximos dias.

segunda cedo, peguei o onibus de volta para Porto Alegre. Recebi uma ligação da menina da loja deles e achei meio estranha, mas tá, segui a viagem com meus planos na festa de formatura. Meia hora depois ligou a mãe.

- Su, teu vô morreu.

Não soube como reagir. No meio de gente desconhecida, presa no meio da estrada, não pude expressar minha dor. Por sorte consegui dormir e me contive. Acordei achando que era mentira. Cheguei no trabalho e quando meu colega perguntou como estava. Desabei. Senti vergonha de chorar no trabalho, mas era lá que encontrei um ombro amigo.

Os dias se seguiram. Notícias de São Gabriel não muito agradaveis. vontade de falar verdades não tão bem-vindas. Minhas verdades. não sei até que ponto são verdades. por aqui, tentava manter a tranquilidade. fingir que estava tudo bem. a máscara caiu atraves de uma conversa desastrada onde não fui bem interpretada ou não quiseram me entender. não sei. depois disso, o choro. finalmente o choro corria livramente. assumi que estou com medo da situação, que de repente não sou tão forte o quanto pareço ser ou quero parecer.

essa noite. admito a saudade e o desiquilibrio que a falta deles faz. lembro da foto do brizola na parede, os ensinamentos sobre plantas, a dança do bolero mexicano do trio los panchos em meio a recordações do passado e admiração pelo João de barro. O barreiro em suas palavras. o cuidado com um que a cada ano mudava de poste. ano que vem seria o dele, segundo seus cálculos. não sei se ele estaria certo. não sei qual era o casal de barreiro que ele cuidava.

sei que morreu do jeito que muitos querem. dormindo. depois de uma derrota do seu time para seu maior arquirival. não sei se sentiu medo e nem seus últimos pensamentos. assim como não soube os da vó. sem chance de despedida.

sei lá, mas sentia que no último ano havia conquistado sua admiração. teria me transformado na defensora de suas crenças. os únicos da famílias que são ateus, os mais convictos na política.

e mesmo com tudo isso me sentia distante dele, dela. Sinto que todos os meus avôs não me conheceram, assim como meu pai. Da família, acho que só a mãe sabe como sou um pouco mais. Assim, como sinto que não os conheci.

A foto com o pandeiro da vó nos seu 17 anos mexe com minha imaginação. A infância sem rumo do vôdrasto também. Assim como o sentimento amoroso do vô verdadeiro.

Quebra-cabeça da vida. Não sei bem como a situação vai se resolver e nem como terminar com esses pensamentos, textos e medos. Vou tentar encarar. Essa é a meta.

enquanto isso, torço pela paz do velho barreiro e da minha princesa. quem sabe um dia, isso tudo fará mais sentido.

Eu já fiz

Já dancei Thalia e Chiquititas no colégio. Cantei Only You e Amigos para sempre também na escola. Dancei de mamãe noel e flor na época do balé. Fui prenda Farroupilha do CTG Tarumã com 7 anos. Pintei guardanapos para a mãe e vó. Toquei Mucama Bonita e Pastorzinho no teclado. Fui várias vezes Maria a mãe de jesus e também a Maria – que nada falava apenas sorria. Mordi um cachorro que me mordeu. Coloquei nomes em todos os ursos de pelúcia, alguns eletrodomésticos e nas duas plantas que tive. Quebrei os dentes, duas vezes. Fora eles nunca quebrei nada. Um balanço bateu em mim. Tropecei em uma merda vaca e rolei morro abaixo machucando o joelho. Me perderam na praia, na rodoviária e em um shopping. Já fiquei com a língua toda azul no meio de muita gente. Já me afoguei no mar. Já mostrei a bunda pra primeira lua cheia do ano. Escrevi poemas para meus cãezinhos que morreram. Um raio já caiu na minha casa. Já tive depressão. Já rolei de rir. Já brinquei de arminhas dágua com óculos de mergulho no meio da rua. Já passei trote telefônico. Comi um pedaço do meu primeiro bolo de terra que fiz com 4 anos. Já tive catapora. Fiz catequese e crisma, hoje sou ateia. Já tive medo de fantasma, ets, ladrões e de dar descarga no meio da noite. Tenho pânico de rato e por eles já fiz muitos fiascos. Não olho filme de terror. Já fui o marido em um casamento caipira. Fundei um grupo de proteção ambiental que nunca fez nada. E em vez da tão sonhada casa na árvore ou subterrânea, construí uma barraca de lona. matei barata e tive aquário de formiga. Já quis ser artista e arqueologa. Lia Contigo toda a semana. Fui ao show do Chico Buarque. Fiz pizza com isopor e derreti uma torradeira. Andei de carroça e me atolei no barro. Teve a época que não comia queijo, carne e feijão. Já esqueci quem eu era. E já me enganei achando que sabia coisas que nem fazia ideia. Já dei mancadas, menti e magoei. Já fiz os outros rirem. De tanto já fiz montei o que sou.

Grande balaio

Resolvi colocar nesse post uma séria de pequenas coisas que atravessaram meus últimos dias

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O que siginifica sonhar na mesma noite com Leonardo Da Vinci e com a ministra Dila Rousseff?

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Ontem consegui ingresso de última hora para ver as Tias do Samba no Santander Cultural. Samba de primeira qualidade. Pena que Tia Doca não resistiu e faleceu no domingo. Ela era presença confirmada no show. A pergunta que ficou: será que o Rio Grande do Sul é o único estado onde se assiste show de samba sentado?

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Segunda-feira vi o tão aguardado Mutum. Comentários quando terminar de ler o livro.

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Sexta e sábado passei o dia na companhia de amigos de longa data. Como é bom compartilhar esses momentos. Pizza, cerveja e risadas. Saudades das gurias. E parabéns para a nova psicologa e nova advogada. Orgulho de vocês.

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Não acreditei quando li a notícia no novo aumento das passagens. Protesto já!!

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Não que ande em crise com o jornalismo, com o estágio ou com a cidade. Mas nesses últimos tempos ando com uma baita vontade de mudar de ares. Vontade maluca de ir morar em Paraty ou qualquer praia assim meio deserta, perto da civilização. Vontade de colocar uma mochila nas costas e viajar. Não só pela Europa, mas por aqui também. Vontade de quem sabe unir o desejo com o trabalho. De quem sabe fazer letras, geografia ou biologia. De aprender a dançar e fazer teatro. De ter uma vida mais lenta, olhar mais para os lados e praticar mais o não fazer nada.

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Lendo o blogue do jornalista Fábio Zanini voltou toda aquela vontade antiga de visitar a África. Desbravar o continente. Conhecer de perto dos Babuínos e gorilas. Isso tudo surgiu com o livro Memórias de um Primata, de Robert Sapolsky.

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Outro blogue que tenho acompanhado.

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Recomendo também a exposição Sagrado Coração - Missão de São Miguel. No MARGS, até 01/03.

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Ando em lua-de-mel com a cidade e tudo o mais que me rodeia. Isso ajuda esquecer a partida da vó. Esses tempos sonhei que a abraçava. Foi tão bom.

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Semana que vem chego aos 23.

Capacidade

Queria muito saber quem é a pessoa que roubou essas orquídeas  e qual com qual objetivo fez isso…

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